Educação sexual e família
A importância de conversar com seus filhos


Por Viviane Varial


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Alguns pais consideram a tarefa de falar de sexo com os filhos uma coisa muito desconfortável, mas sabemos que isto é fundamental para o desenvolvimento deles. Se você ainda não começou a falar de sexo com seus filhos, a TV e a Internet certamente já começaram. Não temos como fugir.

A sexualidade é um assunto que desperta a curiosidade de muitos e ao mesmo tempo protagoniza uma discussão que envolve tabus, polêmicas, preconceitos e mitos. Ela acompanha o desenvolvimento do sujeito desde a infância e vem sofrendo modificações ao longo de toda a vida. Os mitos são instituídos com a função de divulgar a expressão social e são transferidos de geração para geração. Com o passar dos tempos, vão surgindo novos mitos. Além disso, muitas pessoas ainda veem o sexo como pecado, como algo sujo, etc.

Podemos perceber que atualmente existem muitas fontes de informação e um ambiente mais favorável, onde o tema é discutido em muitas famílias e escolas, ainda que seja com restrições e preocupações. Sabemos que existem diversas justificativas para a ausência de diálogo sobre sexo. E assim, jovens tem tido sua primeira experiência sexual cada vez mais cedo, porém tanto meninos quanto meninas, por motivos diversos, tornam-se sexualmente ativos num período da vida em que ainda existem muitas dúvidas sobre essa temática, simplesmente por não receberem a devida orientação de sua própria família.

Falar sobre o corpo e sexo perpassa uma boa comunicação construída entre pais e filhos. As conversas ajudam a derrubar mitos e corrigir informações equivocadas. Então, para que você possa abordar o assunto de uma maneira séria e principalmente sem muitos rodeios, seguem algumas orientações:

  • Não espere as perguntas surgirem. Aproveite para criar momentos que deem liberdade para seus filhos perguntarem sobre qualquer coisa.
  • Explique o que seu filho lhe perguntar, sem muitos detalhes e com calma, pois é comum ficar nervoso e ansioso diante de situações como estas.
  • Responda pacientemente apenas o que for perguntado. É importante descobrir o que ele já sabe e não deixá-lo sem resposta. Se por acaso não souber alguma coisa, não se preocupe, é improvável que saibamos mesmo sobre tudo. Então não disfarce, convide seu filho para buscar a resposta junto com você. Pode ser uma excelente oportunidade, pois além de aproximá-los, você poderá discutir sobre os propósitos da sexualidade, como por exemplo: a união, o amor, a procriação, a gratificação, o prazer e a doação, sempre num contexto familiar.  E se por acaso as perguntas se repetirem, é sinal de que as dúvidas sobre o tema ainda existem.
  • Use o nome correto dos órgãos do corpo humano evitando apelidos principalmente para os genitais. Uma boa dica também é se informar e manter-se atualizado sobre bons livros.

O resultado será um jovem bem informado e com maiores chances de viver no futuro sua sexualidade sem medos, dúvidas ou culpa. E vale ressaltar aqui que as crianças precisam aprender desde pequenas a conhecer e respeitar seus corpos, para se defenderem de possíveis abusos.

O senso comum indica o psicólogo como o profissional mais preparado para dar conta da sexualidade. Porém, somente com um esforço conjunto entre família e escola é que se poderá superar uma visão preconceituosa com relação ao corpo, ao desejo, ao sexo em sua função de equilíbrio vital e à sexualidade como direito e exercício de liberdade e cidadania.

Sendo assim, promover saúde sexual e reprodutiva dos jovens é uma importante contribuição para a sua formação pessoal e social.

 



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