Virgindade
Uma escolha que merece respeito


Por Viviane Varial


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Parece pouco provável, mas ainda no séc XXI existem muitas dúvidas, medos e mitos quando o assunto é virgindade. Porém virgem, nada mais é do que alguém que ainda não teve uma relação sexual.  É mais simples do que se imagina. É uma escolha  íntima e pessoal que precisa ser respeitada. A virgindade sempre foi um assunto polêmico em várias sociedades no mundo. Mas será que existe um momento certo para deixar de ser virgem? Como saber se esse momento chegou e se a pessoa está preparada?

Durante muito tempo, a virgindade era muito comum, principalmente se tratando das mulheres, além de ser super valorizada. As mulheres eram bem vistas, apreciadas, tidas como puras. Era como se quanto mais tempo a mulher continuasse virgem, mais interessante ela ficasse. No que diz respeito aos homens, quanto mais tempo permanecessem virgens, seriam alvos de chacota entre os amigos.

Ainda nos dias de hoje, em nossa sociedade, os homens, quando têm a primeira relação sexual, ganham. As mulheres perdem. Na verdade, quando se perde a virgindade, se ganha uma vida sexual. O que não nos demos conta ainda é que não se trata de ganhar ou perder simplesmente, a primeira vez não é um jogo, para ninguém. É um momento que envolve muitas expectativas, ansiedade, onde os sentimentos de ambos deveriam ser valorizados. Os jovens deveriam saber que essa é uma experiência tão marcante e significativa, que pode determinar os rumos que tomarão a vida sexual e o patrimônio emocional. A partir da primeira experiência, vamos aprendendo a melhor forma de sermos fiéis aos nossos próprios sentimentos.

O ideal seria que a sexualidade fosse vivida por todos com responsabilidade, bom senso e equilíbrio. Vale ressaltar, portanto, a necessidade de se empreender ações educativas que combatam a vulnerabilidade que define a situação dos jovens atualmente com relação a experimentação da sexualidade, através de uma orientação sexual eficaz, capaz de promover segurança,  bem estar,  saúde e  cidadania para os jovens. Assim, o indivíduo aprenderá a refletir sobre seus valores, distinguindo o conceito de certo e errado diante do mundo em que vive e aprendendo também a respeitar a individualidade e a opção sexual de cada um.

É comum ver jovens após terem sua primeira relação sexual, talvez por medo ou culpa, buscarem o apoio psicológico para saber se fizeram a “coisa certa”. No entanto, o ideal seria pensar melhor sobre o que realmente querem, no que acreditam, se já estão preparados, emocionalmente, fisicamente e psicologicamente antes de iniciarem a vida sexual.

Estamos vivendo em um mundo que nos prega uma liberdade sexual nunca vista anteriormente. Vivemos um momento repleto de ideias imediatistas, de prazeres instantâneos, erotismo e instabilidade emocional, onde tudo é permitido e motivado a ser feito.

Importante pensarmos em até que ponto deixamos nossa cultura, educação e religião nos impedir de tratar a sexualidade com naturalidade. Nós também inventamos e damos muita corda a mitos, regras e fantasias. Por que será que evitamos que as coisas aconteçam de forma leve, saudável e natural?

Algumas pessoas simplesmente escolhem permanecer virgens até o matrimônio. Cada um é responsável por suas escolhas. Então esta é uma escolha pessoal que também sofre influência cultural. Mas quem disse que ser virgem é bom ou ruim?

Independente de religião ou idade, o importante é que o jovem esteja emocionalmente preparado e gineco/urologicamente instruído. Que respeite as pessoas e suas escolhas, respeite suas vontades, seu tempo, seu ritmo pessoal, seu jeito e que seja FELIZ!

 



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